Visita a asilo – Relato de experiência (Fabianne Velôso Silva)

Ano passado, eu e um grupo de amigos visitamos um asilo da cidade. Chegamos lá por volta das 14h, horário em que os idosos descansavam após terem almoçado. Fomos convidados pelos coordenadores a conhecer as instalações do local, que, felizmente, eram adequadas.

Em seguida, reunimos quase todos os senhores e senhoras que lá moravam para fazermos um lanche tínhamos levado bebidas e comidas , e assim iniciou-se nosso contato com eles. Nessa interação, eles nos relataram partes de sua realidade cotidiana e histórias de vida enriquecedoras. Chamou-nos a atenção a felicidade em que ficaram pelo nosso simples ato de ouvi-los.

A impressão passada é de bons cuidados para com os senhores. No entanto, ficou evidente, por meio da conversa, que a maior carência dos idosos é afetiva. Muitos foram esquecidos pela família, que até dá uma contribuição financeira, mas é omissa, não realiza visitas nem nas datas importantes.

Lembro-me de uma velhinha muito extrovertida que nos mostrou, orgulhosa, fotos dos seus dois filhos. Seus olhos brilhavam de emoção ao relatar que a filha havia se tornado médica, e o filho, engenheiro. Sentia-se lisonjeada pelo que eles haviam se tornado e aguardava a visita deles há um tempo que não sabia mensurar, mas que compreendia por “estarem muito atarefados”.

A visita me fez refletir acerca da sabedoria que esse senhores aparentemente frágeis possuem, pronta para enriquecer e modificar. Contudo, temos ignorado-a; os idosos dão deixados à margem na nossa sociedade.

(Extensivo 2012)