Vale a pena tanta informação? (Nathalia Farias de Brito)

Com o aumento da tecnologia, o nível informacional da população tomou proporções surpreendentes. Com a alta velocidade de transmissão das informações, sabemos, instantaneamente, sobre fatos ocorridos em qualquer parte do mundo e, devido a esse enorme volume de informações, nos sentimos saturados e sobrecarregados.

Somos bombardeados por todos os lados: internet, telefone, rádio, televisão e jornal. Tragédias. Acidentes fatais. Doenças emergentes. Atentados sangrentos. Violência. Inflação. Crise econômica. Nos angustiamos até com o futuro. Sofremos a prevista escassez de água mundial, os efeitos das mudanças climáticas, as possíveis guerras e tantos outros fatos.

O resultado é esperado: o estresse informacional, pois, como não sabemos ainda lidar com os fatos, nos sentimos vulneráveis e impotentes diante deles. São várias as conseqüências desse sufocamento: ansiedade, reclusão social, depressão, síndrome do pânico e outras enfermidades psicoemocionais.

O desgaste, o estresse e o medo geram a incerteza. Será que vale a pena sermos tão informados e sofremos tanto? Será que os benefícios de tamanha informatividade prevalecem sobre suas conseqüências desastrosas? Será que estamos realmente preparados para essa revolução informacional?

(Intensivo 2009)