O trabalho no capitalismo

Com o avanço do capitalismo, a relação do homem com o trabalho mudou. A maioria das pessoas passou a estabelecer um vínculo meramente lucrativo com o emprego e substituiu a pretensão de uma melhor qualidade de vida pelo desejo árduo de ganhar dinheiro.

Entretanto, é preciso ter em mente que trabalho não se resume a lucro. Embora haja uma forte associação entre o capital e a satisfação das necessidades humanas, não adianta trabalhar demais e não ter tempo de usufruir de uma vida saudável.

Para Karl Marx, o trabalho é “um processo em que o homem, por sua própria ação, medeia, regula e controla seu metabolismo com a Natureza”, ou seja, é um elemento que determina constituição da natureza humana.  Mesmo que Marx esteja certo, é possível aliar a necessidade do trabalho a atividades prazerosas, para que o ritmo intenso não “coisifique” ainda mais o homem, que passou a ser tratado como capital intelectual ou humano.

É preciso saber unir o útil ao agradável. A pesar da pressão por lucro, é preciso associar o trabalho ao lazer. Assim, haverá motivação e comprometimento com o que se faz, e o trabalho bem-feito e sem exageros resultará em dinheiro, satisfação e tempo para se divertir. Por mais que se ganhe monetariamente, nada compra a realização em todos os campos da vida.

(Extensivo 2011)