Redações de alunos

Exemplo inspirador – Perfil (Allan Pontes de Queiroz Malaquias)

Valdi, famoso dono do Bar do Surfista, é uma pessoa muito querida pelos moradores do bairro. Em suas humildes instalações ele organiza grandes campeonatos de surf e eventos que fazem a alegria de vários atletas e simpatizantes. No entanto, não é isso que o torna especial. Fugindo dos estereótipos dados aos surfistas, ele, um homem […]

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Textos a partir de uma notícia (Tancredo Gomes Fernandes)

       Uma mulher foi detida depois de usar seus próprios dentes como arma duranteuma discussão com o namorado. Na briga em San Angelo, Aubrey Garcia mordeu olábio de Antonio Zaragoza. Ela foi mandada para o centro de detenção e só poderásair se pagar fiança de US 30 mil. (Portal G1, 3 de maio de 2009)     Devido ao grande número de assaltos a frigoríficos e supermercados, as mulherestexanas estão frequentando com maior regularidade seus ortodontistas. Isto se deve àproibição do porte e uso de armas por mulheres solteiras em estabelecimentosfornecedores de gêneros alimentícios. A lei, aprovada pelos membros da AssembléiaTexana, foi baseada em estudos científicos que apontaram o instinto matador e selvagemdas mulheres, principalmente quando sentem o odor de carne bovina. As chamadas “cowgirls”, que representam a maioria da população, realmente se irritam com facilidade e possuem fortíssima atração por bois e vacas quando essesanimais estão sangrando. Além disso sempre andam armadas, pois quando desejam algosacam o revólver e roubam. A lei provocou uma profunda modificação no comportamento delas. Agoraescovam regularmente os dentes, tomam muito leite e vão mensalmente aos dentistas,pois usam os dentes como armas para os saques. Mas os maiores prejudicados foram os namorados dessas “cowgirls”. Antes elasatiravam, esfaqueavam e lançavam objetos pontiagudos sobre eles, mas agora se tornaram máquinas mortíferas. Mordem até sangrar, pois sentem que a semelhança doscompanheiros com os bovinos vai além dos chifres na cabeça.   (Extensivo 2009)

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Lei seca: tome essa idéia (Aline Alves Lopes)

Em junho de 2008 foi aprovada a Lei Seca, que tem por objetivo reduzir o índice deacidentes de trânsito por meio da proibição de bebidas alcoólicas aos motoristas. A mistura“álcool e direção” e o excesso de velocidade lideram as estatísticas de acidentes entre os jovens,que na maioria das vezes são imaturos e vão na “onda” dos amigos. Algumas pessoas dizem que o excesso de velocidade confere a sensação de liberdade e poder,mas é egoísmo falar em liberdade quando se pode atropelar alguém. Além disso, os riscos de ocarro derrapar ou capotar quando se dão freadas bruscas aumentam significativamente, pondo emperigo a vida dos que estão dentro do veículo. Há meios seguros e eficazes de evitar acidentes. A combinação entre o respeito às regras detrânsito e o limite de velocidade reduz boa parte dos acidentes e dos danos físicos. A Lei Secaentra como medida primordial para a diminuição de colisões e mortes ou ferimentos por elascausados. Responsabilidade ao volante e respeito ao trânsito: essa mistura, sim, dá certo.   (Turma intensiva – noite)

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Recusa a um convite (Rodolfo Fernandes Nunes)

Caro Diretor:   Agradeço o convite para fazer o discurso no aniversário da escola. No entanto, me vejo nodever de recusá-lo. Se fosse atender a ele, sobrariam críticas à instituição em vez de elogios. Não concordo com o rigor disciplinar a que os alunos são submetidos nem entendo comométodos pedagógicos tão atrasados ainda estão ali em vigor. Educar não é impor uma ideologiaaos outros; é aprender a lidar com os jovens e levá-los a fazer suas próprias escolhas, sejam elasboas ou más. Discursar em favor da escola iria de encontro aos meus princípios e seria um ato, nomínimo, hipócrita.  Suponho que será fácil encontrar quem me substitua, pois o que não falta nocolégio são funcionários que glorificam o seu “método de ensino”.   Cordialmente, Leopoldo Horácio.   (Turma extensiva – noite)

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Curiosidade mórbida

O papel da mídia é informar. Mas há um limite entre informar sobre uma situação delicadae explorá-la para aumentar a audiência. Essa divisão, que por vezes é tênue, foi visivelmente ultrapassada durante a cobertura do seqüestro de Santo André. A imprensa supervalorizou ocontecimento, apelando para a repetição excessiva de cenas e teorias, e tornou inviável a negociação com o seqüestrador. O caso logo ganhou destaque nas programações. Câmeras disputavam os melhores ângulospara observar a janela do apartamento onde Lindemberg mantinha reféns a ex-namorada Eloá e aamiga dela, Nayara. Os jornalistas vasculhavam o passado dos adolescentes envolvidos e espiavam o trabalho da polícia à procura de novidades. O prédio ficou cercado pelos curiosos,que assistiam aos fatos como a uma novela. Apareceram inúmeros especialistas para conjeturar,criticar e analisar tudo: cenário, polícia, seqüestrador, vítimas. Ninguém soube avaliar asinfluências dessa atitude no comportamento do jovem, que logo foi transformado em protagonistada tragédia. Lindemberg errou ao manter as garotas em cárcere privado e atirar contra elas. O seu atoconfirmou uma mentalidade que infelizmente ainda sobrevive – a que associa o ser amado a umapropriedade. Segundo essa visão, seria justo tirar a vida do amado porque este rejeita seu “dono”,ou não lhe serve. O que mais impressionou no episódio, contudo, foi a falta de cuidado dos meios decomunicação com a forma pela qual transmitiram os acontecimentos. A exploração dossentimentos para envolver aqueles a quem fornecem seus serviços revelou o desrespeito àsvítimas e aos familiares delas. Esse sensacionalismo, nos últimos tempos, tem sido comum. Noscasos da menina Isabella […]

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Os opostos nem sempre se atraem

O ano de 2009 marcará os 15 anos da publicação do livro “A origem dasEspécies”, de Charles Darwin. Durante o anúncio de uma conferência decientistas, filósofos e teólogos que ocorrerá em Roma nessa data, o arcebispoGianfranco Ravasi, ministro da Cultura do Vaticano, afirmou que a teoria daevolução é compatível com a Bíblia. A Santa Sé, porém, “não planeja um pedidode desculpas a Darwin” pela fria recepção dada a sua obra quando foi publicada. Essa atitude evidencia uma tendência que as igrejas cristãs têm assumidonos últimos anos. Recentemente, a Igreja Anglicana, em que Darwin foi batizado, desculpou-se oficialmente pelo que chamou de “mal-entendido”. João Paulo II,em 1992, perdoou Galileu depois de séculos da morte dele, abrindo-lhe enfim asportas do Paraíso. Agora, Ravasi complementou a conciliação, mas não a completou. Se a Igreja prega o perdão e a generosidade, um pedido de desculpasao cientista britânico seria um ato cortês. A recusa em fazê-lo não condiz com osvalores cristãos. A divergência entre os pensamentos religioso e científico é clara, etentativas de conciliação como o discurso do arcebispo Ravasi fatalmenteresultarão em contradições. A Igreja deve se ocupar com seus assuntos e deixaros científicos por conta da ciência. Confirmando a tese de que toda regra temexceção, religião e ciência são opostos que não se atraem.   (Turma intensiva – noite)

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Os limites do progresso (Francisco Xavier Fernandes Júnior)

         Desde tempos remotos, o ser humano interage com a natureza. Isso o torna extremamente submisso aos seus recursos. Com a Revolução Industrial, a interferência antrópica no meio ambiente ganhou proporções inimagináveis. Uma das principais conseqüências desse processo, que parece ser o grande desafio para o século XXI, é o aquecimento global […]

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Educar para progredir (Francisco Xavier Fernandes Júnior)

        A situação do ensino no Brasil revela o fosso que nos separa dos países desenvolvidos. Diante de uma economia global, que exige cada vez mais capacitação e conhecimento, vemos nosso país sucumbir em virtude de sua precária educação. O pior é as perspectivas de um futuro melhor escasseiam perante a inaptidão […]

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Etiquetando a ambição (Priscilla Urquiza)

        Quando passa a ter consciência de suas vontades e condições suficientes para satisfazê-las, o ser humano age segundo sua ambição. Não há idade certa para ela começar a nortear os passos do homem. Uma criança, por exemplo, por almejar algo que lhe traga satisfação – como um sorvete ou um brinquedo […]

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Mal-estar da classe A (Alinne Urquiza)

       Os índices de criminalidade aumentaram muito, nos últimos anos, no Brasil. Num movimento social inesperado, cada vez mais jovens das classes média e alta vêm praticando ações criminosas, por razões que vão de problemas familiares ao gosto pela glamourização do crime.         É cada vez maior o envolvimento de jovens bem-nascidos com […]

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