Augusto dos Anjos

A mão que afaga

O melhor da palestra que fiz na última terça-feira, por ocasião do Augusto das Letras, foi testemunhar o vigor cada vez maior da obra de Augusto dos Anjos; ela sempre suscita diferentes interpretações. Entre os debatedores, Leo Barbosa defendia que “A árvore da Serra” constitui um protesto ecológico; Thiago Lia Fook via no poema ecos […]

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A cena epidiana em “A árvore da serra”

(Palestra proferida no “Augusto das Letras”, evento comemorativo dos 100 anos do “Eu”; foram debatedores Leo Barbosa e Thiago Lia Fook)   “A árvore da Serra” é um dos sonetos mais populares de Augusto dos Anjos. Comumente o vemos recitado em aulas, festas, saraus literários e demais reuniões em que se declama o poeta. A atração […]

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O outro lado de Augusto

A insistência em temas como a doença, a melancolia, a deterioração da matéria concorreu para envolver Augusto dos Anjos num halo de pessimismo. É como se a morte fosse o horizonte para o qual ele permanentemente dirige os olhos. Isso não é verdade. Há no poeta um anseio de renovação, um desejo de “outra coisa” […]

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Uma ponte entre Munch e Augusto dos Anjos

Uma das versões da tela “O grito”, de Edvard Munch, foi arrematada em leilão por cento e vinte milhões de dólares. Li que nunca se pagou tanto por um quadro. “O grito” mostra um homenzinho que caminha sobre uma ponte e é surpreendido por algo que o aterroriza. Não se sabe o que ele vê, […]

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Relembrando Augusto

Se vivo fosse, Augusto dos Anjos completaria hoje 128 anos. Relembro aqui, para homenageá-lo, uma de suas mais populares composições:                                      Versos íntimos   Vês?! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!   “Versos íntimos” é um bom resumo da poesia do paraibano. Trata-se de um soneto, espécie na qual ele […]

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125 anos de Augusto dos Anjos

Se fosse vivo, Augusto dos Anjos completaria amanhã 125 anos. Morreu novo, com 30, poucos meses depois de conseguir um emprego estável como diretor de um grupo escolar em Leopoldina. Até então vivera incertamente no Rio, entre aperturas financeiras, mudando de casa quando o salário não dava para pagar o aluguel. Mas deixemos de lado o homem e falemos um pouco da sua obra. […]

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As múltiplas faces do Eu, de Augusto dos Anjos

Em julho de 1912, no Rio de Janeiro, vinha a público um dos mais originais e intrigantes livros de poesia da literatura brasileira. Seu autor era um indivíduo magro – quase esquelético –, formado em Direito mas que ganhava a vida como professor. Chamava-se Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos e viera da Paraíba – […]

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A “ilusória morbidez” de Augusto

E é de mim que decorrem, simultâneas, A saúde das forças subterrâneas E a morbidez dos seres ilusórios! Em: Monólogo de uma Sombra) Ao receber o livro que ora devo apresentar, confesso que o olhei com desconfiança. E pensei comigo: é mais um desses trabalhos que procuram arrolar sintomas psicopatológicos de Augusto dos Anjos, com […]

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Ironia e corporeidade em Augusto dos Anjos

A poesia de Augusto dos Anjos associa à expressão do afeto melancólico representações de acentuada ironia, na qual se resumem os paradoxos e as antíteses que afligem o eu lírico. Uma ironia que o poeta denomina “infausta” permeia sua visão de mundo e parece constituir uma alternativa, quando não um correlato filosófico, para a sua […]

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Eu – divisor de águas na literatura brasileira

Amanhã, 12 de novembro, é o aniversário da morte de Augusto dos Anjos. Em boa hora, então, o Jornal da Paraíba resolve homenagear o paraibano do século com a venda a preço popular de Eu, livro que o imortalizou. Desde a sua publicação, em julho de 1914, a obra tem tido sucessivas edições, confirmando a […]

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