Questões comentadas

Cespe Polícia Civil

Cespe  Polícia Civil   Vamos comentar a questão 3 de recente prova para a Polícia Civil realizadapelo Cespe. A banca inicialmente remete o aluno ao seguinte texto: “Mesmo que o passado que as identidades atuais reconstroem seja, sempre,apenas imaginado, ele proporciona alguma certeza em um clima que é de mudança, fluidez e crescente incerteza.” Em seguida pergunta qual dos conectivos ou locuções abaixo, preservando-se a correção gramatical e a coerência da argumentação, pode substituir a locução“mesmo que”. Eis as alternativas: a) sendo que.        b) ainda que.       c) apesar de.     d) embora.     e) visto que. **** O conectivo “mesmo que” introduz no período uma ideia de concessão.Segundo o autor, a despeito de o passado que as identidades reconstroem ser apenasfruto da imaginação, ele (o passado) proporciona alguma certeza num clima demudança e incerteza. Outra maneira de indicar esse contraste, seria: “o passado que as identidadesconstroem é apenas imaginado, no entanto ele proporciona alguma certeza numcontexto de incerteza e mudança”. Entre as alternativas propostas, há duas que expressam concessão: “aindaque” e “embora”. O gabarito oficial dá como resposta a alternativa b, mas a d tambémestá correta.

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CESPE Expressão de realce

A questão abaixo, elaborada pelo Cespe, apareceu em recente prova deconcurso para a SEEC/PB – Nível Superior:   Assinale a opção correta a respeito da sintaxe do texto.   (A) Em “Nunca se falou tanto em cidadania, em nossa sociedade, como nos últimosanos” (R.1), a palavra “como” tem valor conformativo. (B) A oração “10% da população determinava os destinos de toda a cidade” (R.8-9) teria o mesmo sentido caso o termo sublinhado — o artigo “a” — fosse eliminado. (C) Em “O indivíduo torna-se Pessoa quando toma consciência de si mesmo”, aexpressão “si mesmo” (R.18-19) não tem valor reflexivo, opondo-se, por esse motivo, ao pronome “se” na seguinte construção: “encontrar-se no mundo” (R.15-16). (D) Em “Quando os direitos do cidadão lhe são oferecidos (…) há modificação decomportamento da sociedade” (R.23-26), o pronome “lhe” se refere a “sociedade”. (E) Na oração “É do direito de acesso que o povo brasileiro necessita” (R.27-28), aexpressão “é(…) que” serve para enfatizar aquilo de que o povo brasileiro necessita. **** A resposta correta encontra-se na alternativa (E). A expressão “é que” temvalor meramente enfático […]

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FCC – Flexão verbal

A questão abaixo, elaborada pela Fundação Carlos Chagas, apareceu emrecente prova de concurso para Analista Judiciário do TRT – 2ª Região:   O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do singularpara preencher corretamente a lacuna da frase:   (A) Quando se …… (deixar) encantar pela tecnologia em si mesma, os homens tornam-se alienados. (B) Aos homens libertários jamais …… (dever) incomodar o pluralismo dos valoressociais. (C) Não se …… (compreender) as razões pelas quais os homens se encantam com omundo da mercadoria. (D) …… (decorrer) do mau emprego da tecnologia as situações em que o homem perdesua dignidade. (E) Caso se …… (vincular) à tecnologia os imperativos éticos, ela trabalhará a favor dohomem.   **** Trata-se de uma questão de concordância. O verbo fica no singular caso osujeito esteja no singular. Deve-se então colocar a frase na ordem direta para identificaro sujeito e ver em que número ele se encontra. A alternativa que atende ao que a Banca pede é a (B). Transpondo a frasepara a ordem direta, temos: “O pluralismo dos valores socais jamais deve incomodaraos homens libertários”. O núcleo do sujeito (pluralismo) determina a flexão no singularda locução “deve incomodar”. Em (A) o sujeito da oração é […]

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FCC – Orações adjetivas e emprego da vírgula

A questão abaixo apareceu em recente concurso elaborado pela FundaçãoCarlos Chagas para o cargo de Analista Judiciário do TRT (2ª Região):   Atente para as seguintes frases: I. Caberia aos homens de hoje, que despacharam as utopias, buscar revigorá-las. II. Os sonhos coletivos, que alimentaram tempos passados, deram lugar aos afazeresimediatos. III. Preocupa-nos, hoje, muito mais a agenda do dia do que um projeto de longo prazo. A supressão das vírgulas altera o sentido da frase SOMENTE em (A) I e II.              (B) I e III.             (C) I.                 (D) II.              (E) III.   **** Essa é uma questão comum em provas da Fundação Carlos Chagas. Seuobjetivo é saber se o candidato sabe distinguir as orações adjetivas explicativas dasorações adjetivas restritivas. Ambos esses tipos de oração se iniciam pelo conectivo “que”, chamadopronome relativo. Quando antes do “que” ocorre uma pausa, indicada pela vírgula, oconteúdo da oração adjetiva apenas explica, ilustra a expressão colocada antes dele.Tal expressão aparece como uma entidade única, universal. Quando, ao contrário, nãohá vírgula antes do “que”, a oração introduzida por esse conectivo restringe o sentidoda expressão anterior. Diante disso, não se pode retirar a vírgula que aparece antes do pronomerelativo “que” impunemente, pois isso altera o sentido da frase.          Entendemos em I,por exemplo, que todos os homens de hoje despacharam as utopias e caberia […]

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Cesgranrio – Emprego do “onde”

A questão abaixo, elaborada pela Cesgranrio, caiu em recente prova deconcurso para Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de Rondônia: Assinale a alternativa em que a palavra “onde” está usada corretamente: (A)          Trabalhamos com o conceito de serviços onde o fator ambiental é preponderante. (B)          Durante a discussão dos técnicos foi levantado um novo argumento onde odiretor não gostou. (C)          Nas áreas próximas às reservas, onde estão instaladas famílias, haverágrandes investimentos. (D)          Alguns estudiosos apontam o ano de 2050 como decisivo, onde ocorrerá uma grande devastação. (E)          As propostas onde se encontram as soluções mais econômicas para a melhoria do ambiente serão aprovadas. **** O “onde” é um pronome relativo com valor adverbial, por isso alguns autores o chamam de advérbio relativo. Como elemento de coesão do texto ele retomaexpressão anterior, ou seja, tem valor anafórico. Do ponto de vista semântico, indica sempre lugar. A única alternativa em que o emprego do “onde” atende a essascaracterísticas é a C. Nela, o advérbio relativo retoma “áreas próximas às reservas”,que exerce a função sintática de adjunto adverbial de lugar (“famílias estão instaladas nas áreas próximas às reservas”)

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FGV – uso anafórico do pronome e sintaxe

A questão abaixo, elaborada pela Fundação Getúlio Vargas, apareceu emrecente concurso para Fiscal de Rendas da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio deJaneiro:   Com base na frase “No seu entender, é lícito tudo que o beneficia”, analise ositens a seguir: I – O pronome “seu” tem valor anafórico. II – O sujeito do verbo “beneficia” é “tudo”. III – O sujeito do verbo “é” é oracional. Analise (A) se somente os itens II e III estiverem corretos. (B) se todos os itens estiverem corretos. (C) se somente o item I estiver correto. (D) se somente os itens I e II estiverem corretos. (E) se somente os itens I e III estiverem corretos.   A resposta encontra-se na alternativa (C), ou seja, está correto apenas o itemI. Vejamos por quê. O pronome “seu” tem valor anafórico, pois retoma a expressão“homo oeconomicus”, citada no início do parágrafo (“Essa […]

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Coperve – classificação oracional

Em recente concurso para advogado da Cagepa, elaborado pela Coperve (UFPB), lê-se na questão 8:   “[...] a gente tem que admitir outra vez que a água é um dos maiores bensnaturais da natureza.” A oração “[...] que a água é um dos maiores bens naturais da natureza” apresenta a mesma função sintática da oração destacada em:   a) Mesmo elementos de nossa vida a que nem prestamos atenção no    dia-a-dia – [...]” b) Dizem mesmo que o homem (…) se compõe de 95% de água, [...]” c) Está mesmo provado que todas as células são feitas de água [...]” d) [...] dá um melê de meter nojo, que felizmente não se vê, [...]” e) O fato é que todas as células acabam retendo os tais 95% de água, [...]” **** A oração que serve de suporte à questão 8 completa o verbo “admitir”,que é transitivo direto (ou seja, liga-se ao seu complemento sem o intermédiode preposição). Classifica-se, pois, como oração objetiva direta. Apenas na alternativa b ocorre estrutura semelhante. O verbo “dizer”também é transitivo direto e, sendo assim, tem a completá-lo uma oraçãoobjetiva direta.

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Cespe – valor do “se”

Em recente concurso para o Ipea, realizado pelo Cespe, Fernando C. nãoconcordou com a resposta dada pela banca à questão 120. Ele pretende entrar com umrecurso e pede, antes, minha opinião. A questão 120 tem por base a seguinte frase: “Talvez o próprio país já não sejamais tão moleque, tão travesso, o que, sinceramente, não sei se é bom ou ruim.” Com base nessa frase, a banca afirma: “A oração se é bom ou ruim expressauma condição para o fato expresso na oração principal do período.” E pede que ocandidato julgue se essa afirmação está correta ou errada. O gabarito dá a afirmativacomo correta, mas ela está errada. Vejamos por quê. A oração “se é bom ou ruim” não expressa condição, e sim dúvida. O conectivo“se”, no contexto, é conjunção integrante e não conjunção condicional. Introduzoração objetiva direta, que aparece como complemento do verbo “saber”. Só existe no período uma oração principal, que é “não sei”. Como o conteúdodo verbo “saber” está antecedido de partícula negativa, o sentido dubitativo dessaoração se estende ao complemento. A conjunção alternativa, indicando duas possibilidades (bom ou ruim), confirma a idéia de dúvida. A questão é passível de […]

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Auditor Fiscal da Previdência – Funções do “se”

Uma das questões da prova de concurso público para Auditor Fiscal daPrevidência, realizada em 2002, trata de um assunto que comumente angustia osestudantes de português: as funções do “se”. O “se” pode pertencer a várias classes gramaticais e desempenhar diversospapéis sintáticos. Pode até ser um enfeite, um simples realce, como na construção “Nãose vá agora, Luís”. Se desaparecesse dessa frase, ele não faria a menor falta. Na alternativa c da questão 08, faz-se referência à seguinte passagem do texto: “Diante desse quadro, impõe-se (…) a adoção de uma ética de co-responsabilidadeentre os três grandes setores da vida nacional”. Em seguida a Banca pergunta se o pronome “se” que aparece no fragmentoacima “está sendo usado de forma reflexiva”. O “se” é pronome reflexivo quando representa a mesma pessoa do sujeito, quepratica uma ação em si mesmo. É o caso, por exemplo, da construção: “João vestiu-see saiu”. João é agente e paciente da ação de se vestir. Na passagem acima, não se tem a presença de um agente e de um paciente.Verbo e pronome (“impõe-se”) formam um todo único e equivalem a “é necessário”, “épreciso”, “é obrigatório”. […]

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CFO – diferença entre o complemento verbal e o adjunto adverbial

Em prova para admissão ao CFO, a questão 2 foi anulada por um cochilo daBanca. Vamos ver em que consistiu a falha e tirar disso uma importante lição sobre adiferença entre o complemento verbal e o adjunto adverbial. Para elaborar a questão, a Banca utilizou a seguinte passagem de um textosobre o Projeto Genoma: “A pesquisa contribuiu também para derrubar velhas teoriassobre a superioridade racial…”. Pedia-se que o aluno respondesse qual a idéia contida na oração “…paraderrubar velhas teorias”. As alternativas apresentadas eram causa, conseqüência,finalidade, explicação e modo. A maioria dos alunos, sugestionada pela presença do conectivo “para”, respondeu a letra c: finalidade. Esse foi também o entendimento inicial da Banca. Logo ela se deu conta de que o “para”, na oração transcrita, não introduz umadjunto adverbial, e sim o objeto indireto do verbo contribuir. Objeto não indicacircunstância, ou seja, não tem caráter acessório; é um complemento verbal. Compare: “A transparência contribui para solidificar a democracia.”; “Ogoverno busca a transparência para solidificar a democracia.”. Com “quem contribui, contribui para alguma coisa”, na primeira frase aexpressão introduzida pelo “para” é objeto indireto. Na segunda, o fragmento que o “para” introduz não completa verbo. É um termo acessório, que indica a circunstânciade finalidade.

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