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Novas grafias após o acordo

A versão recente do Vocabulário Ortográfico traz decisões da AcademiaBrasileira de Letras para lacunas do Acordo. Eis como ficou a grafia de algumaspalavras e locuções:                        ANTES                       AGORA dia-a-dia (substantivo) dia a dia (locução adverbial)  dia a dia (substantivo e locução  adverbial) fim de semana (locução substantiva) fim-de-semana (equivalente ao inglêsweekend) fim de semana (em qualquer sentido) à-toa (substantivo), à toa (advérbio) à toa (substantivo e advérbio) bico-de-papagaio (formação óssea earbusto) bico de papagaio (formação óssea) bico-de-papagaio (arbusto) não-alinhamento, não-agressão,quase-delito (substantivos) não alinhamento, não agressão, quasedelito (substantivos)

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As letras k, w, y

Leitor quer saber “se as letras k, w, y, já definitivamente inseridas no nossoalfabeto, passam a ser consoantes”.   O critério para a classificação dos fonemas em vogais e consoantes éfuncional. Chama-se vogal ao fonema em que a voz é emitida plenamente, ou seja,sem nenhum tipo de bloqueio articulatório. Por essa característica, a vogal podesozinha formar sílaba. Consoante é o fonema que resulta de um bloqueio ou uma constrição do arem algum ponto do aparelho fonador. Como o próprio nome diz, a consoante jamaisaparece sozinha. Ela “soa com” a vogal, ou seja, não pode constituir sozinha umasílaba. É impossível emitir uma consoante sem apoio vocálico. A vogal “a” porexemplo, ocupa várias partes do aparelho fonador conforme se realize bilabialmente/ba/, dentalmente /da/, sibilantemente /sa/, guturalmente /ga/ etc. O Acordo Ortográfico não define as letras “k”, “w” e “y” como vogais ouconsoantes. A tendência é classificá-las como indicativas de fonemas consonantais,mas como o critério é funcional essa classificação vai depender do uso. Das três, apenas “k” se realiza exclusivamente como consoante. O “w”, porexemplo, é consoante em wagneriano (va) e vogal em darwinismo (rui). O “y” ésemivogal em taylorista (ei) e ditongo em byroniano (bai).

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Sobre as reformas na ortografia

(8) Como era auto-escola, contra-espionagem, extra-escolar; auto-organização, contra-ataque, extra-amazônico Como é autoescola, contraespionagem, extraescolar; auto-organização, contra-ataque, extra-amazônico Motivo Prefixos e falsos prefixos cuja vogal final é diferente da vogal com que se inicia osegundo elemento ligam-se a este diretamente (sem hífen). Caso a vogal seja amesma, o hífen aparece. A única exceção é o prefixo “co”, que sempre se aglutina ao segundo elemento: coautor, coobrigação etc. (9) Como era hiper-realista, inter-regional, super-requintado; auto-regulação, anti-rábico, extra-sístole, ultra-sonografia Como é hiper-realista, inter-regional, super-requintado; autorregulação, antirrábico, extrassístole, ultrassonografia Motivo Quando o prefixo termina em “r” e a palavra seguinte começa também por “r”, mantém-se o hífen. Se o prefixo termina em vogal e a palavra seguinte se inicia  por “r”ou “s”, cai o hífen e duplicam-se essas letras para manter a pronúncia.

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Sobre as mudanças na ortografia (II)

(5) Como era pára (verbo), pêra (fruta), péla (verbo), pêlo (cabelo), pólo (jogo, região glacial daTerra), pôlo (gavião ou falcão com menos de um ano)                                                       Como é para (verbo e preposição), pera (fruta e fusão de preposição mais artigo), pela (verbo efusão de preposição mais artigo), pelo (cabelo e fusão de preposição mais artigo), polo (jogo, região glacial da Terra, gavião ou falcão com menos de um ano, fusão depreposição mais artigo)                                                        Motivo Caiu o acento diferencial de intensidade, que servia para distinguir formastônicas (verbos, substantivos) de formas átonas (preposições mais artigos). O texto doAcordo registra uma única exceção: o infinitivo “pôr”, que mantém o circunflexo para sedistinguir da preposição “por”. Outras exceções incluem-se no chamado acento diferencial de timbre, abolidodesde 1971. São elas as formas “pôde” (para diferenciar do presente “pode”) e “fôrma” (para, optativamente, se distinguir de “forma”).   (6) Como era sábado, janeiro, verão, norte; Rua João Machado, Zona Norte, Praça daBandeira, Igreja das Mercês, Edifício Borborema Como é sábado, janeiro, verão, norte; Rua ou rua João Machado, Zona ou zona Norte,Praça ou praça da Bandeira, Igreja ou igreja das Mercês, Edifício ou edifícioBorborema Motivo Uma das vantagens do Acordo foi disciplinar o uso das letras minúsculas. Ficou decidido, por exemplo, que com esse tipo de letra se escrevem os nomes dedias, meses, estações do ano e pontos cardeais. Os nomes de logradouros públicos, templos e edifícios podem receberinicial maiúscula ou minúscula. (7) Como era Doutor Anísio, Governador Mário Covas, Excelentíssimo Senhor Reitor; Santa Tereza, São Pedro, Papa João Paulo II. Como é Doutor ou doutor Anísio, Governador ou governador Mário Covas, ExcelentíssimoSenhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor; Santa ou santa Tereza, São ou sãoPedro, Papa ou papa João Paulo II. […]

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Sobre as mudanças na ortografia (I)

(1) Como era boléia - jibóia - assembléia - heróico Como é boleia – jiboia – assembleia – heroico Motivo Caiu o acento dos ditongos abertos “ei”, “eu” e “oi”. Mas atenção: a queda doacento só se dá quando esses ditongos constituem a sílaba tônica de palavrasparoxítonas. Caso eles apareçam em vocábulos oxítonos ou em monossílabos tônicos, continuam acentuados. É o caso de palavras como “anéis”, “herói”, “véu”, “dói’, “ilhéu”, etc. (2) Como era feiúra, baiúca, boiúno, Sauípe                                                         Como é                                          feiura, baiuca, boiuno, Sauipe Motivo Não se acentua mais, em palavras paroxítonas, a vogal tônica precedida deditongo (ei, ai, oi, au). Mas atenção: as vogais tônicas “i” e “u” dos hiatos continuam acentuadas (desdeque, obviamente, antes delas não apareçam ditongos). […]

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Olho na redação

A redação já está no programa de muitas provas de concursos. A tendênciaé que esse tipo de questão se amplie, pois os órgãos públicos sabem como éimportante ter em seus quadros quem saiba usar a palavra escrita. Para isso é preciso estar atento a aspectos semânticos, estruturais egramaticais da língua. Problemas de infração à norma culta são os mais comuns. Pinçamos alguns deles, retirados das redações de concurseiros. Grifamos osdeslizes e os explicamos depois:   1) “Quem se adequa a tais padrões pode conseguir um bom salário e fama.” 2) “…grande parte da radiação solar que deveria ser expulsa, acaba armazenada.” 3) É necessário perceber que está na moda não vale mais do que a vida.”   - Em 1, o erro está na flexão de “adequar”. No presente do indicativo, esse verbosó se conjuga nas pessoas “nós” e “vós” (adequamos, adequais). O aluno deveriater substituído “adequa” por “harmoniza”, “ajusta” ou outro sinônimo. - Em 2, o problema está na vírgula após “ser expulsa”. Com ela, o núcleo dosujeito (“parte”) fica separado do predicado (“acaba armazenada”). Isso agramática não permite. - Em 3, houve troca de tempos verbais. O sujeito do verbo “valer” é a oração“estar na moda”, cujo verbo se encontra no infinitivo e não no indicativopresente.

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Sobre os órgãos elaboradores

Recebo muitas perguntas sobre as provas de português aplicadas nos concurso. Os candidatos querem saber a melhor forma de estudar, quais os assuntos maisimportantes e qual o nível de dificuldade das avaliações. Um dos obstáculos ao bom desempenho é que geralmente o concursandodeixa para estudar português na última hora. Como as provas hoje estão muito voltadaspara a interpretação de textos, é preciso hábito de leitura e estudo da gramática por umtempo razoável. As dificuldades para a interpretação têm a ver, primeiro, com a esfera dovocabulário (muitos candidatos desconhecem o sentido de palavras comuns). Depois se estendem ao domínio estrutural e lógico. É importante saber colocar o texto na ordemdireta e estar apto a fazer inferências (deduções). A preparação deve ocorrer de forma objetiva, com a resolução de provaselaboradas por órgãos como Esaf, Cespe, Cesgranrio, Fundação Carlos Chagas etc. Essas entidades, além de gramática e ortografia, priorizam em seus programas osmecanismos que promovem a textualidade (a exemplo de coerência e coesão). As provas da Cesgranrio e da Fundação Carlos Chagas ainda se atêm aosconteúdos tradicionais da gramática. Mas isto não significa que sejam mais fáceis, nemque o questionamento gramatical siga os moldes antigos. Mais do que a memória, oque se exige dos alunos é a reflexão. As provas da Esaf enfatizam a interpretação dos textos e exploram mais acompetência lingüística do que a estritamente gramatical. As do Cespe buscamassociar conteúdos de vários domínios do saber, e por isso às vezes confundem oestudante. Têm o inconveniente de uma questão errada anular uma certa. Lembro, por fim, que o aprendizado da língua não se faz apenas em sala deaula. Os bons jornais e revistas são excelentes subsídios para isso. Eles trazeminformações variadas, essenciais para se compreender as grandes questões atuais. Egeralmente têm em seus quadros bons articulistas, cujos textos são referênciaspreciosas para quem quer produzir um texto correto e enxuto.

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Conheça o estilo das provas

Uma queixa comum em quem se submete a concursos públicos diz respeito àforma como as questões são elaboradas. Nem sempre as bancas escolhem o caminhomais simples. Não raro elas dificultam a formulação dos enunciados, o que exige do aluno não apenasa conhecimento do assunto como também – e sobretudo – uma atenção redobrada. As questões de determinados concursos (e falo aqui, é óbvio, das queaparecem na disciplina Língua Portuguesa) são no geral descritivas e caudalosas comseus inúmeros textos. Podem transformar um questionamento simples num desafiocomplexo, em que o candidato se perde caso não esteja muito concentrado. Mas não é apenas pela formulação que se aumenta a dificuldade das provas. Os textos a ser interpretados nem sempre são um modelo de clareza e simplicidade. Jávi alguns que pecavam contra o bom uso da língua. Outros são bem escritos mas de grande dificuldade interpretativa, como um queapareceu numa prova de concurso público para auditor-fiscal da Receita Federal, aplicada em 2003. Levei mais de uma aula para tentar explicar aos alunos os conceitos de episteme, doxa,bem como alguns rudimentos da fenomenologia de Husserl. Pois isso era necessário(pasme o leitor!) para eles entenderem e interpretarem um dos textos dessa prova,escrito pelo professor e filósofo Olavo de Carvalho. É o caso de se perguntar: tais conhecimentos serão necessários e úteis aotrabalho de um auditor-fiscal? Um simples editorial jornalístico, se bem explorado,poderia medir a capacidade de leitura dos candidatos. Por tudo isso, quem pretende fazer concurso não pode esquecer esta preciosaverdade: conhecer o estilo das provas é tão importante quanto dominar o conteúdo das diversas disciplinas.

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Erros graves nos curriculos

Eis pela ordem, segundo a Folha de São Paulo, as principais falhas queaparecem em currículos de candidatos a uma vaga no mercado de trabalho:   - erros graves de português (como “seguimento”, “treis” e “aprimorização”); - falta de objetivo profissional (alguns mencionam uma profusão deles); - formação acadêmica em instituição “misteriosa”.   Ainda segundo o jornal, em mais de 58% da amostra de currículos analisada havia erros de português – a maioria de acentuação, sobretudo de crase. Dados como esse devem servir de alerta a quem quer entrar no mercado detrabalho. É preciso cuidado com a língua. Um currículo mal escrito, além de umpéssimo cartão de visitas, é como uma história mal contada.

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Cuidado nas provas da área jurídica

O texto jurídico exige sobretudo clareza e rigor. O vocabulário jurídico é unissêmico, ou seja, nele cada palavra tem um valor único, imune às extrapolações da linguagem figurada. A ele repugna a ambigüidade, qualquer desvio é comprometedor (enquanto o texto literário, por exemplo, tira sua riqueza dos “desvios” em relação à norma). Nesse tipo de […]

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