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Desde tempos remotos, o ser humano interage com a natureza. Isso o torna extremamente submisso aos seus recursos. Com a Revolução Industrial, a interferência antrópica no meio ambiente ganhou proporções inimagináveis. Uma das principais conseqüências desse processo, que parece ser o grande desafio para o século XXI, é o aquecimento global decorrente da emissão de gases poluentes.
O efeito estufa, ao contrário do que muitos pensam, é um fenômeno natural e indispensável à vida no planeta. Graças a ele, a temperatura atmosférica se mantém estável. Contudo, a queima desregrada de combustíveis fósseis vem tornando-o cada vez mais intenso. O resultado disso é a variação abrupta do clima, o que leva ao desequilíbrio ecológico.
A não-adesão dos Estados Unidos ao Protocolo de Kyoto revela que o ser humano ainda não está disposto a valorizar o meio ambiente em detrimento do lucro. Os norte-americanos são responsáveis pela emissão de 55% de total de gases danosos, o que compromete o esforço dos demais países para conter os desastres. O pior é que estes já começam a aparecer. Cientistas comprovaram que o tornado em Nova Orleans foi conseqüência direta do aquecimento global.
Apesar das catástrofes verificadas ultimamente, a sociedade imediatista parece que se julga independente da natureza. Não há uma consciência de integração ambiental, o que torna as disputas econômicas mais perniciosas ao meio. Enquanto as pessoas não se derem conta de que é impossível dissociar progresso de preservação, o futuro do planeta será incerto.
A intensificação do efeito estufa pela ação humana pode trazer desdobramentos terríveis ao meio e, por extensão, ao próprio homem. Embora muitos deles já sejam perceptíveis em escala planetária, pouco se tem feito para resolver o problema. No entanto, a única via de alcançar o verdadeiro progresso é conjugar esforços a fim de garantir o equilíbrio ambiental.
Francisco Xavier Fernandes Júnior (turma extensiva – noite) |