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A situação do ensino no Brasil revela o fosso que nos separa dos países desenvolvidos. Diante de uma economia global, que exige cada vez mais capacitação e conhecimento, vemos nosso país sucumbir em virtude de sua precária educação. O pior é as perspectivas de um futuro melhor escasseiam perante a inaptidão governamental para reverter esse quadro.
É notável que faltam programas que visem à elevação da qualidade de ensino. Há maior preocupação em criar medidas assistencialistas, como a bolsa família e o Fome Zero, em detrimento de outras que realmente resolvam os problemas da Nação. Tudo isso, embora amenize, contribui para a proliferação das mazelas.
No Nordeste, a situação é mais grave ainda. Segundo o MEC, os cinco piores estados em ensino são nordestinos. Há cidades em que o nível de analfabetismo ultrapassa 50%. Isso é fruto da falta de investimento nesse setor e canalização da pouca verba que há em regiões como Sul e Sudeste.
O que podemos esperar de um país que investe mais em segurança do que em educação? Parece que nossos governantes ainda não se deram conta de que os altos índices de crimes decorrem da falta de oportunidades profissionais. Com isso, vivemos num clima de instabilidade socioeconômica constante, já que a falta de emprego força alguns a seguirem marginalidade.
Os estudantes, sobretudo os mais pobres, são vítimas de um sistema educacional que mais exclui do que inclui. É preciso, portanto, crer na capacidade de nossos jovens em desenvolver o Brasil, caso contrário viveremos na eterna utopia de que alcançaremos o progresso apenas aumentando os subsídios agrícolas.
Francisco Xavier Fernandes Júnior |