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Quando passa a ter consciência de suas vontades e condições suficientes para satisfazê-las, o ser humano age segundo sua ambição. Não há idade certa para ela começar a nortear os passos do homem. Uma criança, por exemplo, por almejar algo que lhe traga satisfação – como um sorvete ou um brinquedo –, lança seus artifícios para alcançá-lo. E assim cresce, apresentando, em cada fase da vida, novos interesses.
Segundo Stephen Kanitz, vinculado à ambição deve existir outro valor: a ética. São princípios morais que direcionam o alcance dos objetivos através da honestidade e da sensatez – como ganhar um jogo sem trapacear. Ética é, pois, a mira correta para se acertar o alvo, que é a ambição.
Infelizmente, para a maioria das pessoas, ambição e ética não andam articuladas. É como se o não-uso da ética fosse uma espécie de atalho, um caminho mais prático para alcançar o destino. Basta olhar em volta: corrupção, fraudes, enganos, roubos e mentiras. É a ambição preponderando.
Não é errado ser ambicioso. Ter objetivos e sonhar dinamiza a vida. É preciso, no entanto, saber guiar os passos, impor os limites necessários para poder conquistá-los. Pôr em prática as virtudes da ética é tornar a humanidade, efetivamente, humana.
Priscilla Urquiza |