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“Felicidade é viver em paz e harmonia”. Essa é a definição do que é ser feliz segundo o budismo. Todavia, habitamos um mundo dominado pelo sistema capitalista e, devido a isso, felicidade virou sinônimo de ostentação. A sociedade encontra-se dividida entre os que buscam a satisfação do espírito e os que almejam obter sucesso. Apenas a primeira dessas metas é essencial para o ser humano.
Vivemos numa época em que ser feliz tornou-se uma obrigação – as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas. Muitos estão se esforçando demais para demonstrar felicidade, e sofrendo por dentro devido a isso. A felicidade está virando um peso, uma fonte terrível de ansiedade.
Grande parte da população tem uma visão quantitativa da felicidade. Para tais pessoas, ser feliz é ter beleza física, ganhar muito dinheiro ou possuir status social. A busca patológica por esses atributos torna-se, na maioria das vezes, prejudicial ao indivíduo, uma vez que ele deixa de se preocupar consigo e passa a viver em função dos outros.
Recente matéria da revista Superinteressante mostra o que seria a “receita” da felicidade. Segundo ela, para ser feliz é preciso fazer as coisas com dedicação, encontrar prazer no que se faz, ter uma religião ou, simplesmente, fazer o bem aos outros. Matérias como essa mostram que fama e fortuna não constituem, por si, requisitos para a obtenção da felicidade.
À medida que o homem tenta alcançar o sucesso, mais se distancia da felicidade. Fama, fortuna e status social podem ser vistos apenas como conseqüências de uma vida feliz.
Antônio Moreira Montenegro (turma extensiva – noite) |