MINIANTOLOGIA O FINO DA PROSA
Graham Greene (2)
02/04/2010
 

      Nunca teria admitido que o fim acabara muito antes: menos telefonemas sem motivo, as brigas que provoquei porque percebera o motivo do fim do amor. Tínhamos começado a olhar para além do amor, mas eu percebi o modo como estávamos sendo levados. (...) Quando esgotamos nossas possibilidades humanas, temos que nos iludir com a em Deus, como um gourmet que exige molhos cada vez mais complicados em sua comida. Olhei para o vestíbulo, vazio como uma cela, com aquela terrível pintura verde, e pensei: ela queria que eu tivesse uma segunda chance e aqui está ela: a vida vazia, inodora, antisséptica, a vida de uma prisão. E a acusei como se as suas preces tivessem realmente operado a mudança: o que foi que lhe fiz para você me condenar a vida?

 

 

 

 
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