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Eu sabia que me restava um pouco de beleza e, intacta, a minha vocação para o amor. Não havia muito o que fazer com isso. Tinha sido abandonada por causa de uma menina de vinte e um anos, e por mais que me quisesse dizer palavras consoladoras, olhar o meu corpo nu diante do espelho de frente e de costas, minuciosamente, pensar que ainda faltava um pouco para a decadência, e que devia aproveitar, eu sabia que ia lutar um jogo desigual, eu era uma luz evanescente, tinha perdido o meu esplendor. Era uma luz igual àquela que cobria o cume das montanhas de Minas e que eu chamava de sol das almas, uma luz em agonia. |