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Basta uma pessoa ter um nome saindo sempre no jornal ou na revista para que isso dê a ilusão a outras de que ali está alguém que lhe pode ser útil, alguém que possui alguma faculdade superior, capaz de orientar sua vida, resolver sua angústia, ajudar os seus sonhos. (...) Com uma coluna de jornal ou uma página de revista, quinze minutos de rádio ou cinco minutos de televisão e um pouco de cinismo ou paranoia – eu convenço a milhares de pessoas de que o importante na vida é pentear os cabelos da esquerda para a direita, votar em mim e usar uma gravata roxa, se for homem, ou uma fita roxa, se for mulher, e no lugar de dizer “bom-dia” dizer “saravá piu-piu”. |