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Leitor quer saber “se as letras k, w, y, já definitivamente inseridas no nosso alfabeto, passam a ser consoantes”.
O critério para a classificação dos fonemas em vogais e consoantes é funcional. Chama-se vogal ao fonema em que a voz é emitida plenamente, ou seja, sem nenhum tipo de bloqueio articulatório. Por essa característica, a vogal pode sozinha formar sílaba.
Consoante é o fonema que resulta de um bloqueio ou uma constrição do ar em algum ponto do aparelho fonador. Como o próprio nome diz, a consoante jamais aparece sozinha. Ela “soa com” a vogal, ou seja, não pode constituir sozinha uma sílaba.
É impossível emitir uma consoante sem apoio vocálico. A vogal “a” por exemplo, ocupa várias partes do aparelho fonador conforme se realize bilabialmente /ba/, dentalmente /da/, sibilantemente /sa/, guturalmente /ga/ etc.
O Acordo Ortográfico não define as letras “k”, “w” e “y” como vogais ou consoantes. A tendência é classificá-las como indicativas de fonemas consonantais, mas como o critério é funcional essa classificação vai depender do uso.
Das três, apenas “k” se realiza exclusivamente como consoante. O “w”, por exemplo, é consoante em wagneriano (va) e vogal em darwinismo (rui). O “y” é semivogal em taylorista (ei) e ditongo em byroniano (bai). |